Blog do Juracy Mendonça

Juracy Mendonça, cantor, compositor, escritor e jornalista. É editor do Jornal do Parque Araxá e Jornal O Centro, em Fortaleza. Contatos: (85) 3243-4779 / 9954-1017. E-mail: juracymendonca@gmail.com / juramendonca@hotmail.com

4.5.07

Os tempos áureos do Joaquim de Melo

Nosso bairro já possuiu um time de futebol amador que até hoje é apontado como um dos maiores colecionadores de títulos conquistados de forma memorável em praças esportivas do subúrbio de Fortaleza e cidades do interior. Estamos nos referindo à Associação Atlética Joaquim de Melo, cujo campo ficava na esquina das ruas Joaquim de Melo e Coronel Nunes de Melo, onde atualmente está instalada a empresa Comercial J. Maurício.
Quem relembra com saudade os áureos tempos da referida agremiação é o desportista José Moreira Sobrinho, mais conhecido no Parque Araxá como Zezito, que durante muitos anos atuou como seu dirigente, treinador e relações públicas. “O Joaquim de Melo revelou muitos craques para o futebol cearense, dentre os quais destaco o volante Alves, que foi campeão pelo Ceará, Fortaleza e Ferroviário, brilhando também em clubes de outros estados. Tinha uma fenomenal dupla de atacantes, Zé Alber e Toinho da Horta, sendo que este último foi artilheiro em todas as competições que disputou. Outro destaque eram os irmãos Sebastião, Chico Jorge, Mardônio e Cesinha”, recorda Zezito, acrescentando que o time gozava de muito prestígio junto à Federação Cearense de Futebol, na época dirigida pelo major Josenéas Barroso, e era badalado na imprensa por radialistas renomados como o saudoso Paulino Rocha, Alan Neto, Daniel Campelo, Bonifácio de Almeida, Júlio Sales, Moésio Loiola, Colombo Sá, Ramon Paixão e outros com os quais ele estabeleceu sólidas amizades.
“Nosso time tinha até torcida organizada. Quando a gente jogava aqui, o campo ficava lotado. Se o jogo fosse numa cidade do interior, era preciso fretar de três a quatro ônibus, pois as pessoas aproveitavam para transformar a viagem em pic-nic. Cito como exemplo a cidade de Pacatuba, onde fazíamos autênticos clássicos contra a seleção local, tanto que recebemos até um troféu em reconhecimento ao prestígio que a gente desfrutava por lá. Um jogo inesquecível para todos nós foi o que fizemos no Estádio Alcides Santos contra a equipe do Fortaleza, na época constituída de grandes craques como Júlio César, Edson, Serginho e Luizinho das Arábias, que, depois do jogo, se mostraram impressionados com a habilidade dos nossos jogadores e elogiaram muito o nosso entrosamento.”
Zezito até hoje recebe homenagens por conta do apoio que deu ao esporte amador no Parque Araxá. No dia 27 de dezembro do ano passado, por exemplo, ele foi agraciado com o troféu “Melhores do Ano” pela equipe esportiva da Rádio Verdes Mares, em solenidade ocorrida no Oásis. Para ele, isso é um claro sinal de que, realmente, a Associação Atlética Joaquim de Melo ficou na história das lides futebolísticas cearenses.

Uma das formações básicas do Joaquim de Melo:
Em pé: Ricardo, Carlinhos, Cesinha, Chico Jorge, Carlinhos da Glória e Haroldo; Agachados: Roberto, Nonato, Toinho da Horta, Zé Álber e Átila

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Zezito

Zezito (foto) é natural de Sítios Novos (Caucaia), onde exerceu o cargo de vereador de 1966 a 1970. Chegou no Parque Araxá em 1959, morando inicialmente na rua Papi Jr, 58, onde conheceu sua esposa Regina Célia de Sousa Moreira, união que resultou nos filhos Dheicy Anne, Dheicy Vanne (Vaninha), Dhenio e Dheicy Lanne (Laninha) e nos netos Natávio, Nathany e Ennio.
Em 1970 ele transferiu-se para o bairro João Arruda, onde montou uma mercearia, indo depois para a Bela Vista e voltando de forma definitiva para o nosso bairro, primeiramente na rua Joaquim de Melo, 328, e em seguida na esquina da referida rua com a Coronel Nunes de Melo, onde encontra-se até hoje com o seu comércio, adotando ainda o velho estilo de negociar para clientes na base da caderneta. “Aqui a gente vende até rolo de fumo”, diz Zezito, que há 27 anos é diretor da Associação dos Merceeiros.
Dos tempos de outrora ele cita o campo do Montevidéo (onde é hoje o Posto de Saúde Santa Liduína), a horta do seu Sales (onde é hoje o Colégio Deoclécio Ferro), o cercado do seu Sitônio (onde corria um riacho que tinha um banho chamado Sobe e Desce), a linha de ônibus Granja Paraíso (que tinha dois motoristas, o “Pé de Porco” e o João Sorongo, o preferido dos moradores, já que o outro veículo era velho), dentre outras coisas que a modernidade se encarregou de dar fim.
Zezito sente-se agradecido aos moradores do bairro, principalmente os mais antigos, pois foi com sua colaboração que ele pôde se estabelecer comercialmente e desenvolver as atividades como desportista à frente do inesquecível Joaquim de Melo.

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EDITORIAL

A questão da violência urbana no Brasil, e mais especificamente em Fortaleza, está assumindo proporções incríveis e absurdas. A cada dia surge um novo fato estarrecedor, aumentando, assim, o pavor coletivo, a mudança de comportamentos, de hábitos, de horários, sem que apareça nenhuma luz no fim do túnel, ou seja, sem uma medida por parte dos nossos governantes que tenha eficácia e agilidade para acabar com esse câncer que atinge a todos, independente de classe social.
No Parque Araxá, por exemplo, a qualquer hora do dia ou da noite, não tem mais quem consiga andar tranquilo pelas ruas, pois o sagrado direito de ir e vir para onde quiser está reservado apenas à bandidagem, o que nos condena a ficar enjaulados dentro de casas ou apartamentos. Empresários, comerciantes e outros prestadores de serviço no bairro também sofrem as consequências, sendo vítimas constantes dos “amigos do alheio”, que, por sinal, estão cada vez mais frios e calculistas, não hesitando um instante em executar pessoas diante do menor gesto de reação.
E aqui cabe uma dupla pergunta: até quando a sociedade civil organizada vai suportar tanta barbaridade? O que mais precisa acontecer para que ocupemos todos os espaços possíveis para exigir das autoridades uma ação mais enérgica em relação à segurança pública? É preciso ir mais além! Está na hora de encetarmos uma campanha que resulte em medidas concretas. Enquanto a nossa capacidade de se indignar ficar resumida à comoção diante de uma nova tragédia, a única solução é a gente continuar se escondendo da vida, sentindo o perigo em cada rua, em cada esquina…

criado por juracy.mendonca    9:31 — Arquivado em: Sem categoria

Comentando o Editorial de abril

Prezado Juracy,
Estou enviando este e-mail com objetivo de parabenizar você e todos que fazem o JORNAL DO PARQUE ARAXÁ pelo Editorial da edição passada, onde foi abordado de forma clara e concisa o processo de transformação pelo qual a sociedade brasileira está passando, resultando numa inversão de valores que exige de todos nós uma excessiva dose de tolerância.
Realmente, quem já está na casa dos quarenta, como eu, tem uma certa dificuldade para aceitar alguns conceitos dessa modernidade, como o apoio que determinados governantes, parlamen- tares e veículos de comunicação dão, por exemplo, à valorização do homossexualismo e desvalorização das mulheres.
Lamento apenas que o Editorial tenha esquecido de chamar a atenção dos leitores para um detalhe da maior relevância: não sei se você já notou, mas quase todas as modas inventadas nos últimos anos tentam afastar a humanidade dos preceitos de Deus. Quer um exemplo? Fazer sexo antes do casamento, coisa que para as nossas meninas de hoje é perfeitamente natural.
Não pense que sou puritana! Sou pedagoga e procuro estar antenada com os novos tempos. Mas não aceito, de forma alguma, certas idéias que vão contra as leis de Deus e da natureza. Quem escreveu o Editorial foi bastante feliz ao afirmar que “o mundo está ficando cada vez mais sem porteiras”. Por muito menos disso, o Criador puniu as cidades de Sodoma e Gomorra. Um abraço!
Selma Dantas Firmino
Aracati/Ce.
(Texto enviado por e-mail)
 

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NOVE ANOS ATRÁS

(Artigo de autoria da nossa leitora e assinante Maria Perpétua Simões Moreira, publicado em maio de 1998, edição nº 10, página 2, seção “Conheça Seu Bairro”)

“A humildade nos faz pequenos perante os homens, mas nos engrandece diante de Deus.” Essa era a frase preferida do meu pai, Raimundo Lopes Simões, mais conhecido por “Seu Raimundo Lopes”, e expressa com exatidão o sentido dos seus 50 anos de vida franciscana, como frequentador da Igreja de Nossa Senhora das Dores, no Otávio Bonfim. Mesmo sem poder, riqueza e cultura, foi eleito três vezes ministro da Ordem Franciscana, pois sua fé inabalável dava-lhe coragem para superar o medo das coisas terrenas e exigir humildade de quem dizia ser filho de São Francisco.
E foi esse fervor religioso que o fez protagonizar um episódio, na década de 50, que por vários anos ficou na memória de muitos paroquianos. Naquela época, como não havia celebrações aos sábados, a missa dominical era realizada às 4 horas da manhã. Meu pai sempre iniciava o ofício da Imaculada Conceição com sua voz forte, e de bom tom, afastando, assim, o sono dos frequentadores.
Certo dia, uma senhora, chamada Santinha, que não estava acostumada à ainda inconveniência do horário, pediu ao meu pai que, quando fosse para a igreja, passasse na sua casa, para lhe fazer companhia durante o trajeto. Quando meu pai estava esperando dona Santinha, em frente à residência dela, surgiu a cavalaria.
Os soldados perguntaram para onde ele ia e resolveram revistá-lo. Meu pai foi logo avisando: “Estou indo para a missa. Se estão procurando armas, não é necessário me revistar, pois eu mesmo mostro a minha.” Dizendo isso, tirou um terço do bolso e acrescentou: “Eis aqui a minha arma.”
Os integrantes da cavalaria, além de acreditar em suas palavras, ainda o aconselharam para ter cuidado ao andar pelas ruas durante a madrugada. Apesar de tanta convicção religiosa, dá pra imaginar o que aconteceria se esse episódio ocorresse nos violentos dias da nossa atualidade…

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Poesia

MARCAS DO QUE FICOU

Autor: Juracy Mendonça

Sapato cavalo de aço
Cueca samba-canção
Rintintin, chulipa, cascudo,
Bambolê e fivelão
Calça Lee, revestrés, cocota
Gramixel e fonabô
Rabo de burro e mané-mago
São marcas do que ficou

Regatas, Secai, Quitandinha
Buruaca e lorel
Iê-iê-iê, véi babau, centrefor
Brilhantina e cacharrel
Balangotango, buchecha
Radiola e iô-iô
“Mississipi” e “My mistake”
São marcas do que ficou

Bonanza, Popeye, Tele-Cath
Reboco e Maguary
Beco, arreia, papa-figo
Refresco de murici
US Top, Menfis Club
The Beatles e rock and roll
Remã-remã e boca-de-sino
São marcas do que ficou

Espelho e pente Flamengo
Mucunzá e sabacu
Saint Tropez e Clube Líbano
Brincar de “o jou é tu”
Terra e Mar, Durango Kid
Engana-mamãe (maiô)
Santa Cruz e bola-de-meia
São marcas do que ficou

Hoje, quem tem mais de trinta
Lembra coisas de outrora
Vê isso tudo esquecido
De saudade, às vezes, chora
Alguns preferem dizer:
São marcas do que se foi
Pra mim, que sou saudosista
São marcas do que ficou

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Uma inédita do Zé da Diva

Zé da Diva passou vários anos procurando uma moça séria para casar. Namorou muito até que encontrou Gertrudes, que aparentava ser um poço de pureza e virgindade.
No dia do enlace matrimonial, após a tradicional festança, eles foram para a lua-de-mel e, mal adentraram no quarto, a noiva foi logo avisando:
- Sabe, Zé, infelizmente, não tive coragem de te contar antes, mas a verdade é que não sei fazer nada.
O noivo, embriagado de amor, respondeu:
- Não se preocupe, minha filha. Tire a roupa, deite-se na cama e deixe que eu faço o resto…
Gertrudes, então, calmamente, esclareceu:
- Não, isso aí eu já faço direitinho há muito tempo. O que eu não sei fazer é lavar, passar, cozinhar!

criado por juracy.mendonca    9:23 — Arquivado em: Sem categoria

CURSO DE FUTEBOL

O Fortaleza Esporte Clube está oferecendo aos moradores do Parque Araxá e bairros vizinhos uma excelente oportunidade para quem pretende ampliar seus conhecimentos sobre futebol. Trata-se do curso a ser realizado de 19 de maio a 1º de julho deste ano, aos sábados, de 8 às 12 horas, no Colégio 21 de Abril (avenida Bezerra de Menezes, 600), com aulas teóricas e práticas ministradas pelos professores Kim (coordenador das categorias de base do FEC), Júlio César e Paulo Andrette, englobando o histórico do futebol, evolução de sistemas, táticas e estratégias, novos paradigmas, preparação física de alto nível, lesão e processo terapêutico.
Segundo o professor Kim, o curso é destinado a acadêmicos, militantes do futebol e profissionais de educação física, com carga horária de 70 horas e entrega de certificados para os participantes que obtiverem média 7.0 e frequência de no mínimo 75%. O investimento é de R$ 80,00 à vista ou em 2 x R$ 45,00, com descontos de 15% para credenciados do CREF 5 que estejam em dia com a tesouraria. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de maio na avenida Fernandes Távora, 200 (Pici). Maiores informações: 3496-2846 / 9935-9188.

Professor Kim é coordenador das categorias de base do Fortaleza

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Pantanal: dois anos de sucesso

No dia 2 deste mês de maio, o Mercadinho Pantanal, localizado na rua Frei Marcelino, 307, está completando dois anos sob a administração familiar de Wellington e Aguiar, Fabrícia e Demira, contando, também, com uma equipe de funcionários do mais alto nível, sob a gestão de Arlino e Bergue. E quem vai sair ganhando, mais uma vez, será a sua imensa clientela, espalhada pelo Parque Araxá, Parquelândia, São Gerardo, Rodolfo Teófilo, Porangabussu, Jardim América, Damas, Otávio Bonfim, Benfica, Bela Vista e demais adjacências - gente que já se acostumou com esta excelente opção de atendimento, benefícios e soluções para o seu dia-a-dia.
Por conta do seu aniversário, o Mercadinho Pantanal programou um mês inteiro de promoções, oferecendo diversos produtos a preços especiais, sorteios de valiosos presentes no Dia das Mães, como televisor, ventilador, liquidificador e faqueiro, além de um tanque de lavar roupa no dia 27. Esta foi a forma que a direção da empresa encontrou para agradecer a preferência com que tem sido distinguida nos últimos dois anos, graças à elevada qualidade de seus produtos e serviços, preços competitivos e condições de pagamento, ótimo sistema de entrega em domicílio e extraordinária comunicação com os consumidores, amigos, vizinhos, colaboradores, fornecedores, autoridades e o público em geral.
O Mercadinho Pantanal comemora esta data histórica prometendo continuar a busca permanente e incansável pela qualidade total no atendimento, que caracteriza-se como o seu grande diferencial de mercado, primando pela ética e diversidade de produtos nas áreas de cereais; carnes de gado, frango, suínos, caprinos e ovinos; verduras, frutas, frios e congelados; armarinho e miudezas, sempre novos e atualizados, razão maior do seu crescimento na preferência da clientela, conquistando-a, retendo-a e fidelizando-a.

O Mercadinho Pantanal agradece à sua clientela promovendo eventos e sorteios de vários presentes durante o mês de maio

Sr. Wellington e integrantes da equipe responsável pelo excelente atendimento do Mercadinho Pantanal

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novo conceito em papelaria

O Parque Araxá conta agora com mais uma excelente opção para quem pretende encontrar uma diversificada linha de produtos, com qualidade, conforto e, sobretudo, preços acessíveis. A Multifácil - Papelaria & Variedades foi inaugurada no dia 7 de abril e destaca-se no mercado por oferecer tudo num só lugar, trabalhando com material escolar, de escritório, informática (teclados, mouse, web-can, disquetes, CDs e DVDs virgens etc.), decoração, cosméticos, presentes (quadros, cestas, produtos em biscuit etc.), plastificação, encardernação, xerox, dentre outros.
Liduína Alves Silva, gerente da Multifácil - Papelaria & Variedades, afirma que o empreendimento nasceu com objetivo de facilitar o dia-a-dia dos moradores do Parque Araxá e bairros adjacentes, que têm a sua disposição uma série de produtos de primeira qualidade, além de modernas instalações e um novo conceito em atendimento.
Agora você já sabe: quando pensar em material escolar, de escritório, informática, decoração, cosméticos, presentes, plastificação, encardernação e xerox, o melhor caminho é a Multifácil - Papelaria & Variedades, que está com preços especiais de inauguração, funciona de segunda a sexta-feira, no horário comercial, e aos sábados de 8 às 13 horas, e fica bem aqui, pertinho de todo mundo, na esquina das ruas José Sombra e Padre Guerra, atendendo também pelo fone (85) 3281-5690.

A proposta da empresa é oferecer qualidade e conforto num só lugar

criado por juracy.mendonca    9:07 — Arquivado em: Sem categoria

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