12.9.07
Pra quê que tu liga, rapariga?
A história que contei aqui sobre a minha mãe, sob o título "Uma mulher invocada", deu o que falar. Vários amigos e amigas me enviaram e-mails afirmando que deram gostosas risadas após a leitura do texto.
A maestrina Izaíra Silvino, por exemplo, que é minha prima por parte de pai e atualmente mora em Brasília, gostou tanto que pediu para eu contar outras peripécias envolvendo D. Madalena. Por isso, atendendo a esse e outros pedidos, taí mais uma da "mulher invocada".
Anos atrás, meu irmão Lanno e sua esposa Iara viajaram de moto para passar um final de semana na cidade de Fortim. Disseram pra minha mãe que voltariam no final da tarde de domingo. Porém, na hora combinada tava caindo um tremendo toró (chuva) e eles resolveram adiar o regresso para a manhã do dia seguinte.
Lanno ligou para D. Madalena a fim de comunicar a decisão. Mas a ligação estava daquele jeito em que ele estava ouvindo-a, mas ela não estava ouvindo-o.
Era o Lanno dizendo:
- Mãe, mãe!
E D. Madalena, sem ouvir nada, dizendo:
- Alô, alô!
Quando disse o terceiro "alô", e não ouviu ninguém falar, minha mãe esbravejou:
- Se não quer falar, pra quê que tu liga, rapariga?
Do outro lado da linha, morrendo de rir, Lanno disse consigo mesmo:
- Essa é a minha mãe!


criado por juracy.mendonca
7:09 — Arquivado em: