Vida de repórter pode ser dura. Porém, nos reserva momentos simplesmente emocionantes! Ontem, por exemplo, eu tive a oportunidade de estar frente a frente com um dos ícones da minha juventude, um cara que fez muito sucesso no tempo em que as emissoras de rádio e televisão deste país valorizaram músicas de boa qualidade. Estou me referindo ao baiano Moraes Moreira, autor e intérprete de clássicos como "Preta, Pretinha", "Pombo Correio", "Bloco do Prazer", "Festa do Interior", "Pão e Poesia", "Sintonia", "Acabou Chorare" etc.
Entrevistei Moraes Moreira no Centro Cultural do Banco do Nordeste, por ocasião da sua participação no programa "Nomes do Nordeste", onde ele revelou-se uma pessoa simples, atenciosa, falou de sua trajetória e fez um show misturando cordel e música. Fiz um esforço danado para que o meu lado profissional não cedesse espaço à tietagem. Acho que consegui. A matéria vai sair na próxima edição da Folha do Ceará.
PS.:
1) Quando Moraes Moreira cantou "Meninas do Brasil", fiquei arrepiado, questionando por qual motivo músicas bonitas como aquela, rica em letra e melodia, não tocam mais nas "paradas" de sucessos.
2) Na saída do CCBN, na Rua Floriano Peixoto tinha um cara com o porta-malas do carro aberto e tocando, bem alto, um forró onde a cantora, com voz gasguita, berrava: "Quem vai querer a minha periquita, a minha periquita, a minha periquita?"
3) Passei bem pertinho dele, dizendo para os meus botões: Ah, Brasil!!!
Moraes Moreira no CCBN: show de bola!!!