Blog do Juracy Mendonça

Juracy Mendonça, cantor, compositor, escritor e jornalista. É editor do Jornal do Parque Araxá e Jornal O Centro, em Fortaleza. Contatos: (85) 3243-4779 / 9954-1017. E-mail: juracymendonca@gmail.com / juramendonca@hotmail.com

30.3.08

Quero ser um televisor

     A professora Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redação sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles. À noite, corrigindo as redações, ela se deparou com uma que a deixou muito emocionada. O marido, ao vê-la chorando, perguntou:
     - O que aconteceu?
     Ela respondeu:
     - Leia. É a redação de um menino.
     O texto dizia:
     “Senhor, esta noite te peço algo especial: me transforme em um televisor. Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao redor… Ser levado a sério quando falo… Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me. E ainda que meus irmãos "briguem" para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito… Só quero viver o que vive qualquer televisor!”
     Naquele momento, o marido de Ana Maria disse:
     - Meu Deus, coitado desse menino. Nossa, que coisa esses pais.
     E ela olha para ele e afirma:
     - Essa redação é do nosso filho.

     Autor desconhecido

criado por juracy.mendonca    23:05 — Arquivado em: Dicas & Novidades

29.3.08

Minha sogra viu

     Zé da Diva entrou numa agência bancária, ao lado da sogra. De repente, um homem que estava à sua frente, na fila, apontou um revólver para o rapaz do caixa e disse que era um assalto. Após receber o dinheiro, o assaltante olhou para o caixa e perguntou:

     - Você viu eu assaltando esse banco?

     Resposta do funcionário:

     - Vi.

     O cara, em resposta, atirou no caixa. Em seguida, olhou para Zé da Diva e perguntou:

     - E você aí, também viu eu assaltando esse banco?

     Resposta de Zé da Diva:

     - Eu não. Mas a minha sogra viu!!! 

criado por juracy.mendonca    10:43 — Arquivado em: Zé da Diva

27.3.08

JPA nº 100 vem aí

     Estou nos últimos detalhes para o lançamento da edição nº 100 do JPA, o que deve ocorrer na próxima semana. O jornal vem repleto de novidades, como o novo formato (tablóide), nova diagramação e novo site (www.jpaonline.com.br), graças a saudáveis parcerias que fiz com os amigos Neto Araújo e Marcos Draw. Nesta nova fase, estaremos abrindo mais espaços para divulgar também as novidades que acontecem nos bairros próximos ao Parque Araxá, como Parquelândia, Rodolfo Teófilo, Benfica, Otávio Bonfim e São Gerardo.

     Eis as principais matérias da edição nº 100:

     * David Duarte, cantor, compositor, instrumentista e produtor musical que está fazendo sucesso por aí afora, nasceu no Parque Araxá;

     * Quem é o morador vivo mais antigo do Parque Araxá?  O aposentado Zé Américo, 73 anos, garante que é ele;

     * Foi um sucesso a rifa da moto 0 Km, promovida pelo projeto Restaurarte, que tem à frente o jovem Michel Lins.

     * O professor Carlos Colares destaca, em artigo, a importância do JPA para o desenvolvimento do Parque Araxá e áreas vizinhas;

     * Mestre Ferrim fala sobre a prática da capoeira, que, segundo ele, tem cerca de 200 adeptos no bairro;

      * Temos uma matéria sobre a Central Car Radiadores, comandada pelo empresário Gilberto Félix;

     * Os anunciantes e assinantes de ontem e de hoje são homenageados por ocasião da centésima edição;

     * E ainda tem a minha coluna "Circulando", com breves notícias e comentários sobre o que está acontecendo por estas bandas da cidade.

     Aguardem. O novo JPA tá vindo aí!

criado por juracy.mendonca    18:21 — Arquivado em: JPA

25.3.08

Evangélicos melindrosos

     A polêmica ganhou o país inteiro! Nos últimos dias, notadamente nos meios religiosos, o centro das discussões tem sido a enxurrada de protestos formulados por representantes de igrejas evangélicas contra as atitudes tresloucadas de uma personagem da novela “Duas Caras”, da Rede Globo de Televisão, que, com a Bíblia na mão, incitou seus vizinhos a tocarem fogo em móveis e espancarem três moradores que, na trama, formam um triângulo amoroso. Tudo isso significa, acima de tudo, mais um capítulo da guerra silenciosa (às vezes, nem tanto) que vem sendo travada há vários anos entre fanáticos ligados às diversas correntes religiosas que grassam por aí afora, e que fica ainda mais acirrada quando uma das partes se sente agredida em suas crenças e valores, pouco se importando em confundir realidade com ficção.

     Sem querer tomar partido por essa ou aquela igreja, a verdade é que, no Brasil, as comunidades que se denominam de evangélicas estão crescendo de forma vertiginosa. Isso decorre, quase sempre, do desespero que toma conta de determinadas pessoas face à precariedade social e econômica em que vivem. É indiscutível que todas elas podem buscar conforto espiritual de acordo com o que acreditam. Isso é um direito assegurado pela atual Constituição. Lamentável é que muitas vezes a ansiedade pela salvação as levem a cair na lábia de espertalhões que prometem mundos e fundos e usam os dízimos para o enriquecimento pessoal e construção de verdadeiros impérios de comunicação com objetivo de impregnar mais e mais consciências, enquanto a maioria esmagadora dos fiéis continua vivendo da esperança de um dia alcançar o reino de Deus.

     Outro problema é que as comunidades evangélicas vêm ficando cada vez mais melindrosas. Até parece que os dirigentes estão incutindo nas mentes dos “rebanhos” que eles pertencem a outro mundo e, portanto, não possuem defeitos, não podem ser questionados. Por essa linha de raciocínio, consideram simplesmente normal um programa ou novela televisiva apresentar crimes ou pecados cometidos por católicos, espíritas, budistas, umbandistas ou adeptos de outros credos. Agora, se, por acaso, o protagonista for caracterizado como evangélico, a coisa muda de figura. Algumas dessas igrejas já criaram até uma nova modalidade de reação, no caso a incitação para que os seguidores, de forma orquestrada, movam processos jurídicos contra quem ousar contestar seus métodos.

     Antes de tomar atitudes deste tipo, os pastores estão na obrigação de saber separar o joio do trigo. Ou seja, ter discernimento para entender e explicar nos cultos que os autores de trabalhos baseados em ficção têm liberdade para criar enredos e personagens sem se importar em atingir este ou aquele segmento social. Ademais, quando querem passar para a mídia a condições de impuros, os evangélicos vão de encontro à celebre frase pronunciada por Jesus Cristo no episódio em que o povo queria linchar Madalena: “Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra.”

(Editorial de minha autoria publicado no jornal Folha do Ceará) 

criado por juracy.mendonca    18:02 — Arquivado em: Comentários

22.3.08

O artista é muito fraco

     Como já afirmei aqui anteriormente, seu Vavá reinaugurou o Cine Nazaré, que funciona na rua Padre Graça, 65, quase esquina com a avenida Bezerra de Menezes, com 2.800 filmes antigos, entre bang-bangs, dramas, romances, etc.

     Hoje fui fazer uma visita a seu Vavá e o encontrei indignado com a mistura de ignorância, insenbilidade e falta de religiosidade que assola a maioria das crianças e adolescentes da atualidade.

    Diz ele que ontem, sexta-feira, colocou em cartaz a versão original do clássico "A Paixão de Cristo". O cinema ficou lotado. Porém, o que chamou mais a sua atenção foi o diálogo de dois meninos, na saída. Um deles perguntou:

     - E aí, doido! Tu gostou do filme?

     E o outro:

     - Gostei não, cara. O artista é muito fraco. Apanha o tempo todo!

criado por juracy.mendonca    19:50 — Arquivado em: Dicas & Novidades

20.3.08

Subserviência e bajulação

     A vinda do Corinthians à Fortaleza na quarta-feira passada, para disputar uma partida pela Copa do Brasil, transformou-se em mais um decepcionante espetáculo de subserviência e bajulação do povo nordestino aos sulistas. Foi deverasmente lamentável o comportamento de determinadas autoridades, jornalistas e torcedores locais, curvando-se em demasia a pessoas que fazem de conta que o futebol cearense não existe.
     A subserviência começou pela administração do Castelão, que se negou a ceder o campo para o Fortaleza treinar, mas não teve coragem de tomar a mesma atitude em relação ao clube paulista. Depois, permitiu que cearenses alienados, que foram ao Castelão mostrar seu provincianismo aos forasteiros, pagassem apenas R$ 15,00 para ficar nas cadeiras inferiores, enquanto torcedores tricolores tiveram que desembolsar R$ 30,00 para assistir ao jogo no referido setor.
     O pior foi durante o jogo, onde o juiz e os bandeirinhas, também nordestinos (Rio Grande do Norte), prejudicaram o Fortaleza do início ao fim, invertendo faltas e ignorando lances capitais que poderiam influir no resultado, inclusive deixando de marcar dois pênaltis no mínimo duvidosos. Alguns jornalistas da própria imprensa de São Paulo reconheceram os erros da arbitragem. E no dia seguinte, o que vimos: nenhum jornal ou emissora de rádio e televisão cearense teve a dignidade de mostrar ou comentar o assunto, talvez com receio de desagradar aos paulistas que moram ou estão de passagem pela cidade.
     Tenho certeza de que, lendo essas linhas, algumas pessoas vão dizer que isso é choro de perdedor. Mas eu, independente de torcer pelo Fortaleza, sou extremamente bairrista. Deve ser por isso que jamais aceitei bater palmas e arreganhar os dentes para quem faz de conta que não existo. Portanto, se alguém quiser vestir a carapuça, achando que estou errado, pode ficar à vontade.

criado por juracy.mendonca    18:25 — Arquivado em: Comentários

17.3.08

Ela tem a força

     O texto abaixo foi transcrito do orkut da minha filha Thaís, onde ela fala sobre a experiência que está vivendo nos Estados Unidos e a determinação em voltar para casa, o que está previsto para acontecer em agosto vindouro. Achei tão bem escrito, e verdadeiro, que resolvi repassar para vocês. Espero que também gostem:

     "Aprendi na distância que sou mais forte do que pensava. Por força, não entendo a firmeza inabalável da rocha, mas a consistência de quem consegue levantar todos os dias com a certeza de que a saudade não é o maior e o mais cruel dos inimigos. De todos os aprendizados que tiro dessa experiência, o conhecimento de mim mesma é o mais precioso. Saber que por mais atrativa que seja essa vida longe dos meus, ela seria incompleta sem aqueles que fizeram raíz e história na minha vida. Saber que não há lugar melhor que minha cidade, alimentação melhor que meu arroz e feijão, animação melhor que reunir os amigos, satisfação maior que sentir que sou amada sem a necessidade de um motivo.

     A distância me aproximou da vida que construí ao longo desses poucos anos e me ensinou que o coração não conhece as barreiras impostas pelos homens. Ele é teimoso mesmo e bate a quilômetros distante, pulsando no mesmo ritmo de outrora, na ânsia por reencontrar tudo o que deixei suspenso enquanto me conheço e exploro o mundo.

     Descobri que o mundo, por maior que seja, se resume ao que sentimos em relação a ele. E que escolhi encará-lo como o lugar que exige de nós dedicação e otimismo para que façamos nossa felicidade dia a dia, onde estivermos. Seguindo esse caminho, faço disso aqui meu lugar e aproveito cada segundo enquanto vivo na eterna espera pelo dia em que voltarei ao meu lar e darei ao meu coração a tranquilidade e a possibilidade de dizer: "Estou em casa"…

criado por juracy.mendonca    21:50 — Arquivado em: Dicas & Novidades

16.3.08

David Duarte nasceu no Parque Araxá

     A maioria das pessoas não sabe, até porque, a mídia não divulga, mas em Fortaleza existe um artista que vem sendo festejado pela crítica e nos circuitos alternativos como um dos mais legítimos sucessores do “Pessoal do Ceará”, aquele movimento musical que na década de 70 revelou vários cearenses para o cenário nacional, dentre os quais a famosa trinca Fagner, Belchior e Ednardo. Estamos nos referindo a David Duarte, cantor, compositor, instrumentista e produtor musical, dono de uma técnica impecável tocando violão e voz marcante, que pode ser ouvida, por enquanto, somente nas FMs Universitária, Atlântico Sul, Tempo, Calypso e outras que conseguem ter vida própria sem se render à alienação do forró eletrônico.

     E o mais interessante, para nós, é que David Duarte tem uma ligação muito forte com o Parque Araxá. Ele nasceu na rua Azevedo Bolão, quase esquina com José Sombra. Era “figurinha carimbada” em grupos de jovens das paróquias de São Gerardo e Nossa Senhora das Dores (Otávio Bonfim) e tinha muitos amigos também na Parquelândia e Monte Castelo, principalmente por causa dos festivais de música do Colégio Júlia Jorge, dos quais recorda de Gladson Façanha, Washington, Renato Campos, Olga Ribeiro, Clarêncio, Abreu Marinho, Álvaro e Idalina, dentre outros. Em 1982 foi morar no Rio de Janeiro, passando boas temporadas em São Paulo e Canoa Quebrada (CE), até se fixar novamente na capital cearense.

     Com o tempo, David Duarte virou presença constante como finalista em festivais de música realizados pelo país afora, tanto que venceu por três vezes consecutivas o festival de Camocim e ficou em 2º lugar no “Canta Nordeste”, da Rede Globo (1997). Incursionou também pelo esquema de fazer música ao vivo em bares culturais e, paralelamente, destacou-se como produtor, compositor e intérprete de jingles de empresas e marcas famosas. Hoje, com três CDs no mercado, e participações em coletâneas e discos de outros intérpretes locais, começa a ter um reconhecimento cada vez maior por parte do público, sendo convidado para abrir shows de astros consagrados da MPB, bem como abrilhantar eventos importantes (como reveillon, por exemplo), promovidos por órgãos governamentais e renomadas casas noturnas da cidade.

     Ele afirma que não se prende a nenhum estilo musical, estando aberto a todas as tendências que não comprometam a qualidade das mensagens que tenta repassar. Porém, ao ouvi-lo cantando, logo somos levados a fazer uma identificação com o romantismo moderno de Jorge Versilo, Zeca Baleiro e Lenine, principalmente em "O Que Eu Queria" e "Presente", canções de sua autoria que tocam nas emissoras acima citadas e se encaixariam muito bem numa trilha sonora de qualquer telenovela, global ou não. Diante do exposto, fica a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, o país inteiro ainda vai se render ao talento e ao virtuosismo do menino que nasceu no Parque Araxá.

 

Taí o David Duarte, que entrevistei terça-feira passada, na cafeteria da Livraria Ciciliano (Aldeota). A matéria será publicada na próxima edição da Folha do Ceará. Como ele falou que nasceu no Parque Araxá, fiz essa adaptação do texto original para colocar na edição nº 100 do JPA, a ser lançada em abril.

criado por juracy.mendonca    19:25 — Arquivado em: Dicas & Novidades

Sucesso

     Quem mora no lado sul do Parque Araxá, com certeza conhece esse cara aí da foto. Não sei seu nome verdadeiro, mas ele é conhecido no bairro como "Sucesso", porque gosta de muito de cantar, principalmente quando está muito doido, "nas alturas". Não tem quem passe por ele sem ser gentilmente convidado a pagar um "pedágio" de no mínimo R$ 0,50. Já tá com algum tempo que tento fazer uma matéria com ele, para que as pessoas conheçam sua verdadeira história, mas até agora não deu certo, porque ele sempre se esquiva. Um dia, eu consigo!!! 

criado por juracy.mendonca    18:26 — Arquivado em: Dicas & Novidades

13.3.08

Molecagem Cearense

     Hoje, não sei por qual motivo, resolvi mostrar pra vocês um pouco da molecagem cearense, relembrando uma música que faz parte do primeiro LP do Falcão, lançado no tempo em que ele era engraçado. A letra é do impagável Tarcísio Matos. Divirtam-se:

Eu vivia triste, encrisiado, moribundo, empanzinado
Cheio de peitica e um caé lascado, vivia destiorado

Mas não era pra menos, eu só comia folha de pau, raiz e vagem
Mel de abelha e gergelim, arroz integral
Bife de soja, pepaconha, chá de boldo e própolis

Mas eu mudei minha alimentação
Graças ao Mané Bofão
E passei a comer seguindo a sua orientação

Panelada, buchada, sarrabulho, tripa de porco
Fuçura, lingüiça, rabada, miúdo
Bife, passarinha, mocotó, carne de lata
Chouriço, tutano, sarapatel, mão de vaca

Hoje eu estou mudado, bonito, lindo e joiado
Alegre, gordo e corado, pareço um artista!

criado por juracy.mendonca    0:34 — Arquivado em: Dicas & Novidades

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