10.3.08
Sábado passado eu estava na famigerada “Rodoviária dos Pobres”, no Antônio Bezerra, esperando um ônibus para ir trabalhar em Itapipoca, quando surgiu na passarela, literalmente, uma moça meio bonita, mas com as pernas incrivelmente finas, usando uma saia bem curta.
Ela ficou andando de um lado pro outro, achando que estava arrasando com aquele visual, mas, na verdade, os outros passageiros ficaram foi debochando, fazendo chacota, dizendo que tava faltando carne naqueles “cambitos” para justificar tanta exibição.
Vendo a cena, veio à minha memória essa música antiga (não lembro quem cantava), que ridicularizava as mulheres de pernas finas que usavam mini-saia pra ficar na moda. Como passei o final de semana inteiro cantando baixinho essa “pérola” do cancioneiro popular, resolvi mostrar a letra pra vocês. Divirtam-se:
Seu reverendo, eu sou aquele rapaz
Que há alguns anos atrás
Se casou nessa capela
Senhor vigário, deixe o dito por não dito
Apague o que está escrito
Que é melhor pra eu e ela
Com que parece uma mulher de perna fina
Rua abaixo, rua acima
Vestida de mini-saia?
Parece dois palitos enfiados num sabugo
Parece dois gambitos segurando um caçuá
Tão chamando ela de perninha de saracura
Tem até quem chame: canela de sabiá
Seu reverendo, eu sou um homem de paz
Mas assim já é demais
E qualquer dia eu faço um mal
Desmanche esse casório
Ou eu quebro ela de pau
Mulher bonita, perna grossa e corpulenta
Até que assenta
Usando essa sainha
Principalmente ela não sendo nada minha
Mas mulher magra, perna fina, é desafôro
Tem que levar côro
Pra poder entrar na linha
7.3.08
Ontem, no final da noite, o milagre da tecnologia me proporcionou um momento de intensa alegria.
Estava conversando com meu filho Thiago através do msn. Eu aqui, na bela Fortaleza; e ele em Montana, nos Estados Unidos. De repente, ele pegou um violão e nós começamos a interpretar várias músicas do Fagner, como “Canteiros”, “Fumo”, “Quem me levará sou eu”, “Borbulhas de amor”…
Tipo assim: ele tocando lá, e eu respondendo (cantando) aqui.
Caraca, que barato! Acho que o Thiago nem percebeu que numa das músicas a minha voz estava trêmula, pois meu rosto estava banhado em lágrimas de emoção!

Taí o Thiago, brilhando como músico no interior dos EUA
4.3.08
Zé Diva chegou no bar, pediu uma dose de cachaça, tapou o nariz com uma das mãos e bebeu o líquido de uma lapada só. Repetiu o gesto três vezes. O dono do bar, vendo aquela marmota, aproximou-se dele e perguntou:
- Diabeisso, cara? Que mania é essa de tapar o nariz antes de tomar cachaça?
E Zé respondeu:
- É que, quando eu sinto o cheiro de pinga, fico com água na boca. E eu gosto de beber é pura, sem mistura!
2.3.08
Ontem, em plena avenida Jovita Feitosa, eu tive o prazer de reencontrar o tecladista Zé Milton, amigo de longas datas, com quem tive o prazer de trabalhar no Belas Artes e Steak House, casas noturnas localizadas na Bezerra de Menezes e que eram bastante freqüentadas até o início da década de 90.
Zé Milton, além de músico por excelência, sempre foi muito brincalhão. Por isso, soltamos boas gargalhadas lembrando das presepadas que fazíamos quando chegava uma coroa carente, bebendo para esquecer alguma desilusão amorosa. Nessas ocasiões, ele dizia: “Olha aí, Jura! Aquela tá com dor de cotovelo. Vamos embriagar a coitada?”
Aí eu metia o pau a cantar músicas do Roberto Carlos, Moacir Franco, Paulo Sérgio, Fábio Jr., Fernando Mendes, José Augusto e outros artistas românticos, só para mexer com o juízo da coroa. Era tiro e queda: em pouco tempo, tomando cerveja e se identificando com as letras das músicas, a coitada ficava “pra lá de Bagdá”.
Hoje, tanto tempo depois, fico imaginando se Deus já me perdoou por ter cometido esses pecados!!!