23.4.08
O morador vivo mais antigo do bairro
A partir da edição nº 100, lançada neste mês de abril, o JPA está levantando o seguinte questionamento: quem será o morador vivo mais antigo do Parque Araxá? Para iniciar a pesquisa, fizemos uma entrevista com o aposentado José Américo Ferreira, 73 anos, que chegou ao bairro em 1936, no tempo em que, segundo ele, esta parte da cidade era pouco habitada e só tinha muito era areia, mato e lagoas.
Zé Américo é natural de Baturité, filho de João Ferreira Lima e Maria de Jesus Ferreira Flor, casado com a senhora Valda Machado Ferreira e pai de Rejane Valéria Machado Ferreira. Morou inicialmente na esquina das avenidas Jovita Feitosa (que na época chamava-se “Beco do Coqueirinho”) e José Bastos, onde funcionou por muito tempo a Farmácia Gaspar. Quase 20 anos depois, passou a residir na confluência das ruas Frei Marcelino e Joaquim de Melo, onde está até os dias atuais. Prestou serviços na empresa Siqueira Gurgel, Imprensa Oficial do Ceará e UFC – Universidade Federal do Ceará, como revisor e compositor de textos por quase 30 anos. Paralelamente, destacou-se como jogador de futebol (era goleiro), tanto que ainda hoje guarda faixas de campeão que conquistou por clubes como América, Ferroviário, Usina Ceará e Seleção de Caucaia, e em times suburbanos tipo Tuna, Abarama, São Jorge, Noturno…
Zé Américo lembra que, nos seus tempos de menino, havia espaços para vários tipos de brincadeiras. Mas, o que gostava mais de fazer era jogar bola, tomar banho e pescar nas várias lagoas, principalmente numa que ficava onde hoje está situado o Posto Nota 10. Mais tarde, já rapaz, o maior divertimento era dançar no “Forró do João Nascimento”, localizado pros lados da Vila Industrial (atual Parquelândia), mais ou menos onde depois foi erguida a Igreja Redonda (Santo Afonso). Ele disse que acompanhou de perto o crescimento do bairro que na década de 50 foi denominado de Parque Araxá, fazendo questão de ressaltar o trabalho do ex-vereador Eurico Matias em busca de drenagem e pavimentação das ruas, iluminação pública e até mesmo facilitando o acesso de várias gerações aos estudos.
Segundo Zé Américo, muitos moradores que chegaram antes de 1936 já faleceram. Outros ainda estão vivos, mas vieram depois. Por isso, acredita que seja ele o morador vivo mais antigo do Parque Araxá. Será?

Zé Américo falou com exclusividade ao JPA


criado por juracy.mendonca
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