Blog do Juracy Mendonça

Juracy Mendonça, cantor, compositor, escritor e jornalista. É editor do Jornal do Parque Araxá e Jornal O Centro, em Fortaleza. Contatos: (85) 3243-4779 / 9954-1017. E-mail: juracymendonca@gmail.com / juramendonca@hotmail.com

23.5.08

Um recanto de rei

     Sábado passado estive na Lagoa Redonda, mais precisamente no sítio do empresário Odival Limeira Lima, conhecendo de perto o memorial que ele montou sobre o Roberto Carlos. Fiquei impressionado com o tamanho da homenagem, principalmente com a estátua de RC, em tamanho natural e sonora, o que nos dá a ligeira impressão de estarmos assistindo a um show ao vivo. A visita rendeu a matéria que foi publicada na edição desta semana da Folha do Ceará. Leiam:

     Imagine aí, caro(a) leitor(a), um sítio amplo e agradável, onde praticamente todos os compartimentos têm alguma referência à vida e a obra do cantor Roberto Carlos! Pois é assim que funciona o memorial Recanto do Rei, na Lagoa Redonda, que tem à frente o economista e administrador de empresas Odival Limeira Lima. Uma rápida visita ao local é suficiente para a gente ficar deslumbrado com a grandiosidade da homenagem prestada ao artista que há vários anos é tido e havido como o rei da música popular brasileira, a começar pela imponência de uma estátua de bronze, em tamanho natural, que se move num palco e ainda é sonora, proporcionando a ligeira sensação de que se está assistindo um show ao vivo.
     Segundo Odival, o memorial começou de forma espontânea, em 1981, com apoio imprescindível do seu amigo Carlos Gadelha, um paulista que se especializou em pesquisar a discografia e tudo mais relacionado a Roberto Carlos. “Começamos com a estátua, esculpida pelo artista plástico cearense João Bosco do Vale, e depois vieram outros ícones, como as réplicas do calhambeque, do iate Lady Laura e da casa onde o Roberto nasceu; a ornamentação das colunas do deck com as letras das minhas músicas preferidas; o chuveiro da piscina, que lembra o tradicional pedestal e o microfone com que o rei se apresenta; as paredes com mais de mil fotos, entre capas de discos, pôsteres e fotos especiais; a outra estátua em madeira, também em tamanho natural, na entrada dos banheiros; além, é claro, da coleção contendo todos os discos lançados por ele no Brasil e em outros países; e a parte de vídeo, que inclui os três filmes e todos os especiais de Natal exibidos pela Rede Globo”, afirma o empresário.
     Para ele, o Recanto do Rei foi a forma que encontrou para agradecer a RC por tantos momentos marcantes de sua vida. “Comecei a ouvir Roberto Carlos com apenas 12 anos de idade, quando ainda morava em minha cidade natal, que é Juazeiro do Norte. A partir daí, meus momentos de alegria e lazer sempre foram emoldurados pelas músicas dele, tanto que já perdi as contas de quantos shows assisti não somente em Fortaleza, mas também em outras cidades brasileiras e até no estrangeiro.” Tanto fanatismo fez com que Odival fosse convidado para participar do programa televisivo do Jô Soares, ocasião em que falou pela primeira vez com seu ídolo, por telefone. “Essa havia sido, até então, a maior emoção da minha vida. Mas ela foi superada em 1998, quando o Roberto Carlos veio pessoalmente ao meu sítio”, relembra Odival. “Diante dele, eu simplesmente fiquei mudo, não conseguia falar nada. Roberto, admirado principalmente com a estátua, disse: “Eu pensei que era louco, mas estou vendo que você é mais louco do que eu.”
     Quer conhecer mais de perto o Recanto do Rei? Odival garante que tem o maior prazer em mostrar o acervo para visitantes, notadamente nos finais de semana. O telefone de contato dele é (85) 9603-0807.

 

E aqui estou eu, ao lado da estátua, tentando consertar a perna mecânica do Roberto Carlos
 

criado por juracy.mendonca    15:36 — Arquivado em: Dicas & Novidades

22.5.08

Espaço Cultural JPA

     Tai, em primeira mão, mais uma boa notícia pra vocês!
     Quando julho chegar, teremos a inauguração do Espaço Cultural JPA, que vai funcionar no Restaurante Paulinho do Frango (esquina das ruas Padre Cícero e Frei Marcelino). Lá, todos os sábados, a partir das 20 horas, estarei interpretando os grandes sucessos da MPB (da jovem guarda ao pop, passando pelo romantismo dos anos 70, 80 e 90), contando, a cada sábado, com a participação especial de um artista do Parque Araxá e adjacências.
     O Espaço Cultural JPA está nascendo graças a mais uma saudável parceria que estabelecemos com o amigo Paulinho do Frango, visando transformar o local numa referência para quem gosta de ouvir música ao vivo de boa qualidade, sem essas apelações que estão fazendo sucesso atualmente na mídia. Além disso, servirá de ponto de encontro dos leitores, assinantes e anunciantes do JPA, que poderão, inclusive, aproveitar as noitadas para comemorações de aniversários e outros eventos festivos de suas famílias.
     Podem espalhar! A partir de julho, nas noites de sábado, o local ideal para reencontrar os amigos, saborear suas comidas e bebidas preferidas e ouvir o melhor da MPB será o Espaço Cultural JPA.

criado por juracy.mendonca    11:57 — Arquivado em: Dicas & Novidades

21.5.08

Outra surpresa

     Vem aí mais uma grande surpresa para os leitores do JPA!

     A partir de junho, todas as páginas da edição impressa serão coloridas, o que vai melhorar substancialmente a visualização de textos, fotos e anúncios. É mais um avanço que a gente está experimentando no sentido de aperfeiçoar o jornal que há quase 11 anos trabalha em prol do crescimento sócio-cultural e econômico do Parque Araxá e bairros vizinhos.

     Depois eu darei detalhes sobre outra grande novidade que está sendo reservada para o segundo semestre deste ano.

criado por juracy.mendonca    17:02 — Arquivado em: JPA

10.5.08

Vende-se um Pelo Menos

     Caríssimos (as),

     É com o coração partido e contrapartido que estou colocando à venda o meu fusca, o famoso Pelo Menos (pelo menos não ando de ônibus). Depois de 10 meses de uma relação super afetuosa entre eu e o bichinho, vou ter que passá-lo pra frente, a fim de entrar num projeto automobilístico mais audacioso, em parceria com o meu filho Thiago.

     Portanto, se vocês souberem quem está a fim de comprar um fusquinha incrementado, com pneus e baterias novos, som, vidro fumê e outros babados, é só pedir para entrarem em contato comigo nos fones 3243-4779 ou 9954-1017. Valor da relíquia: R$ 3.000,00.

Infelizmente, vou ter que passar esse Pelo Menos pra frente!

criado por juracy.mendonca    8:58 — Arquivado em: Dicas & Novidades

9.5.08

Do tempo em que a gente era feliz

     Recentemente, li na net um texto muito interessante, de autoria dos internautas Dejan Trifunovic e Ricardo Lyra, que mostravam-se impressionados com o fato de muitas pessoas que eram crianças ou adolescentes nos anos 60 e 70 ainda estarem vivas atualmente. Eles citaram várias coisas que eram feitas naturalmente nas referidas épocas, e que hoje são totalmente incorretas política e socialmente falando, além de atentarem contra a própria saúde:
     Os carros não tinham cintos de segurança, nem air-bag, e muito menos travas de segurança nas portas. A gente andava de bicicleta sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras. Bebíamos água de filtro de barro, da torneira, de uma mangueira ou mesmo de uma fonte. Se estudávamos pela manhã, passávamos a tarde na rua (e vice-versa) e só voltávamos para casa ao anoitecer. Nossos pais nem sabiam onde estávamos, pois não havia telefone celular. Comíamos doces, pão com manteiga e bebidas com açúcar à vontade; dividíamos refrigerantes gole a gole com irmãos, primos e amigos, e ninguém morreu por isso…
     Íamos à casa dos amigos, mesmo que eles morassem a quilômetros de distância, entrávamos sem bater e ficávamos apenas brincando de bila, triângulo, bola, jogo de botão, carrinhos de madeira, boneca, médico, anel e outros passatempos até então inocentes. As festas eram animadas por radiolas com agulhas de diamantes deslizando sobre discos de vinil, luz negra e um delicioso coquetel, apelidado de “leite de onça”. Nem sonhávamos com Playstations, Nintendo, jogos de vídeo, internet por satélite, videocassete, DVD, celular com câmera digital, computador etc.
     Realmente, Trifunovic e Lyra estão cobertos de razão. É impressionante como nós, que vivenciamos os anos 60 e 70, conseguimos sobreviver e, principalmente, desenvolver uma personalidade. Lendo essas linhas, os leitores mais novos podem até achar que nossas infâncias e adolescências foram uma chatice. Mas é aí que eles se enganam: éramos felizes, pois não precisávamos nos submeter a tantos modismos criados pelo capitalismo moderno apenas para encher as burras de grana.

criado por juracy.mendonca    12:58 — Arquivado em: Comentários

7.5.08

JPA na internet

   

     Olha aí, moçada! A partir de hoje a edição nº 101 do JPA começa a circular pelo Parque Araxá e bairros vizinhos, como sempre destacando os nossos valores sociais, culturais, esportivos, políticos e religiosos, bem como empresas e prestadores de serviços com atuação por estas bandas de Fortaleza. Quem quiser conferir as principais novidades do JPA deste mês de maio pela internet, basta acessar o seguinte endereço: jornaldoparquearaxa.blogspot.com. Boa leitura!!!

criado por juracy.mendonca    12:16 — Arquivado em: JPA

5.5.08

Tantas vezes campeão

     Quem me conhece há vários anos sabe que tenho um vício muito saudável, que é ir a estádios para assistir a jogos do Fortaleza. Nesse ponto, sou meio esquisito, pois o Tricolor do Pici é o único clube de futebol do mundo pelo qual torço fervorosamente. Para mim, ele é mais importante até do que a Seleção Brasileira. É por isso que ontem, no Castelão, senti um prazer enorme em ver o Fortaleza conquistar o seu 37º título de campeão cearense, após golear o Icasa pelo placar de 4×2. Valeu, Leão!

 

Eu estava entre as quase 45 mil pessoas que proporcionaram este belo espetáculo no Castelão! 

criado por juracy.mendonca    12:37 — Arquivado em: Dicas & Novidades

1.5.08

Feriadões no IJF

     Os dados são, simplesmente, estarrecedores. Um levantamento feito recentemente pela direção do Instituto Dr. José Frota demonstrou que no último final de semana prolongado, por conta do feriado de Tiradentes, aquela unidade hospitalar recebeu um paciente a cada quatro minutos. O plantão iniciado na manhã do sábado (19/4), com término na noite da segunda-feira (21/4), registrou 1.215 ocorrências, a maioria delas relacionadas a acidentes de trânsito, excesso no consumo de álcool e discussões por motivos fúteis. E, o que é pior, essa média pode ser apontada como normal. Ou seja, em todos os chamados “feriadões” tem muito sangue sendo derramado em Fortaleza e cidades vizinhas, com um número alarmante de vítimas fatais.

     Já tivemos oportunidade de criticar aqui, no início do ano passado, o fato de nosso calendário ser repleto de folgas federais, estaduais e municipais, além dos dias santos. Até ressaltamos que se alguém fizesse uma pesquisa bem aprofundada iria chegar à conclusão de que o Brasil é o país onde existem mais feriados no mundo! E este ponto de vista ganha mais forma quando se tem conhecimento do que está ocorrendo no IJF, que é, sem dúvida alguma, a maior referência em atendimento médico de emergência do estado, socorrendo principalmente as camadas mais humildes da população. E, nesse ínterim, vale repetir o questionamento: a quem interessa a existência de tantos feriados, se muitas vezes o trabalhador nem sabe o que está comemorando?

     A bem da verdade, continuamos defendendo que algum parlamentar deveria apresentar e/ou lutar pela aprovação de projetos que diminuíssem esse culto ao ócio e à bebedeira, que também gera prejuízos incalculáveis ao desenvolvimento da nação através da paralisação do comércio, indústria e prestadores de serviços. Mas os nossos nobres vereadores, deputados e senadores não estão nem aí! Até porque a maioria aproveita os referidos períodos para se refugiar em seus sítios, fazendas e casas de veraneio, enquanto os cidadãos comuns, revoltados com as agruras do dia-a-dia, enchem os cérebros de álcool, dirigem veículos de forma altamente perigosa e vão às “vias de fato” com parentes, amigos e inimigos diante de qualquer desavença, por mais inútil que seja. E tudo isso acontece porque, segundo as estatísticas, o ócio é danoso quando o dinheiro circula de forma escassa, como é o caso de Fortaleza, onde poucos moradores sabem aproveitar os momentos de folga para se divertir de forma sadia e segura.

     Diante do exposto, só nos resta pedir a Deus que tenha piedade de nós, pois já estamos vivenciando mais um “feriadão”, por conta do Dia do Trabalho. E, a julgar pelo que vem acontecendo ultimamente, de hoje (quinta-feira) até domingo muita gente vai “cair na gandaia” e tomar atitudes tresloucadas que, infelizmente, irão resultar em mais uma superlotação no “Frotão”. Desculpem-nos pela rudeza em algumas frases, mas elas tornaram-se imprescindíveis ao nosso objetivo de provocar a sociedade a refletir sobre o assunto. Tudo isso seria menos triste, se não fosse tão real.
     (Editorial de minha autoria publicado na edição desta semana da Folha do Ceará)

criado por juracy.mendonca    11:17 — Arquivado em: Comentários

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