18.12.08
Hoje, não sei bem por qual motivo, amanheci o dia lembrando-me de uma tira de couro que ajudou minha mãe a criar seus cinco filhos. A “bichinha”, na mão da Madalena, era pesadinha que só vendo (ou sentindo!). Ficava pendurada na parede da cozinha, como se estivesse a nos avisar que, caso cometêssemos alguma falta grave, ela entraria em ação. E entrava mesmo. Todos nós (eu, Fátima, Juralice, Juari e Lanno) fomos “brindados” com correiadas nas pernas e no bumbum até chegarmos à adolescência, para não reincidir nos erros cometidos.
Refletindo sobre este tema, me veio à mente o modo como determinadas famílias educam seus filhos e netos nestes tempos atuais, onde quem dita as normas são os psicólogos e psicolóides… Hoje em dia, se você der uma simples palmada numa criança, com objetivo de repreendê-la por alguma danação, pode ser acusado de ter cometido um crime quase hediondo, inafiançável. Segundo os educadores ditos modernos, “o bichinho pode ficar traumatizado, pode ficar com ódio dos pais, transformar-se num adulto violento e até descambar para a marginalidade”, dentre outras baboseiras.
Pois a minha mãe, na sua santa ignorância, criou cinco filhos com auxílio de uma correia. O lema era o seguinte: errou, apanhou, para não errar de novo! E nenhum de nós ficou com raiva dela ou transformou-se num adulto violento, e nem descambou para a marginalidade. Pelo contrário, todos fazem o possível para marcar presença na sua residência, assisti-la nos momentos difíceis e participar de eventos festivos onde ela é a figura principal. Eu, por sinal, todas as vezes em que falo com a Madá, peço a sua bênção (será que os meninos de hoje sabem o que é isso?).
15.12.08
Tem alguém aí que se atreve a interpretar o sonho esquisito que tive ontem?
É o seguinte: no sábado, à noite, eu, Marinete e meus compadres Falcão e Olinda íamos passando em frente à igreja de Fátima, na avenida 13 de Maio, quando a Olinda pediu para eu fotografar a estátua de Nossa Senhora, recentemente inaugurada. Desci do carro e, quando mirei a imagem através da lente da câmera fotográfica, senti uma espécie de “tremilique” no corpo. Achei meio esquisito, mas tirei a foto e voltei para o carro, sem comentar nada com ninguém.
No domingo, já com o sol raiando, sonhei que estava na calçada da residência da Mãe Lula (minha avó materna, falecida em 2005), na rua Nossa Senhora das Graças, 1004 (Pirambu), cantando a música “Nossa Senhora”, do Roberto Carlos, sendo acompanhado pelo meu filho Thiago nos teclados. No sonho eu cantava chorando copiosamente e minha voz nas caixas de som saía idêntica à do Roberto Carlos. De repente, acordei com o rosto banhado em lágrimas e percebi que, na verdade, a música estava tocando era no rádio, pois todos os domingos pela manhã costumo ligar minha “radiola” na FM 93, onde toca os “sucessos do rei”.
Quem analisar com calma vai perceber que o referido sonho contém vários detalhes ligados à minha existência, como a admiração que tenho pela figura de Nossa Senhora, as saudades que sinto da Mãe Lula; o amor que sinto pelo bairro onde nasci; o problema que tenho na garganta e a vontade imensa que tenho de um dia poder cantar por aí afora, sendo acompanhado pelo Thiago, como fizemos durante 10 anos.
Será que esse sonho quer me indicar algum caminho?
12.12.08
Recebi com muita alegria o convite para ser jurado do 1º Festival de Marchinhas Carnavalescas Lauro Maia, cujo lançamento oficial aconteceu hoje, pela manhã, no pólo de lazer da avenida Sargento Hermínio, numa promoção da Associação Comunitária do Bairro Ellery, em parceria com o bloco pré-carnavalesco Sai na Marra.
Senti-me lisonjeado com o convite, principalmente porque considero o evento de grande importância para estimular, resgatar e honrar um dos ícones dos carnavais de outrora, no caso a marchinha, além de promover um intercâmbio artístico-cultural entre blocos, grupos culturais e artistas que estão engajados no processo de revitalização do carnaval cearense, notadamente através dos eventos de pré-carnaval.
0 1º Festival de Marchinhas Carnavalescas Lauro Maia terá a seguinte premiação: Campeão: troféu + R$ 1.000,00; Vice-campeão: troféu + R$ 500,00; 3º colocado: troféu + R$ 250,00; além de troféus para Melhor Letra e Melhor Intérprete. As inscrições estarão abertas entre os dias 20 de dezembro e 9 de janeiro, na sede da Associação Comunitária do Bairro Ellery, e a apresentação das 12 músicas finalistas está marcada para o dia 1º de fevereiro, no pólo de lazer da avenida Sargento Hermínio, seguindo-se a divulgação do resultado, entrega de prêmios aos vencedores, baile e abertura oficial do pré-carnaval do bloco Sai na Marra.
Maiores informações sobre todas as etapas do festival podem ser obtidas pessoalmente, na sede da ACBE (Rua Dr. Almeida Filho, 326, Bairro Ellery), através dos fones 3478.0495, 8770.2118 (Aguinaldo Aguiar), 9977.1928 (Vicente Rodrigues) e 8784.1520 (Beethoven Rodrigues), pelo e-mail festival@bairroellery.com.br ou no site www.bairroellery.com.br.
6.12.08
Na edição deste mês do JPA, coloquei na minha coluna "Circulando" a seguinte pergunta:
O que existe em comum nas logomarcas do JPA e de empresas renomadas como Nacional Gás, TIM, Extra, Hiper Bom Preço e Casas Bahia?
A primeira pessoa que ligar para (85) 9954-1017, e responder corretamente esta pergunta, vai ganhar uma caixa de chocolates como presente de Natal!
5.12.08
(Benito di Paula)
Quanto custa essa felicidade que eu não tenho?
Quanto vale esse pranto que rola no meu rosto?
Pago o quanto quiser pra tirar essa dor aqui do meu peito
Mas eu tenho direito, eu não quero sofrer
Somos todos iguais pra sentir tristeza e alegria
Cada um deve fazer por onde encontrar a paz
Mas que paz, oh rapaz, se essa vida é de tombar caminhão
Mas eu tenho direito, eu não quero sofrer
De tanto a gente reclamar
Vai tombar caminhão, vamos fazer laiá laiá laiá…
2.12.08
E aí, você tá a fim de saber das novidades do JPA de dezembro? O jornal começa a circular nesta quinta-feira, dia 4, mas os principais textos e fotos já podem ser vistos e comentados na internet (jornaldoparquearaxa.blogspot.com). O destaque maior ficará por conta dos irmãos Danilo Aliston (15 anos) e Alessandra Costa da Silva (16 anos), que desde a infância trilham uma bela trajetória como judocas, ganhando medalhas e outros prêmios devido às excelentes participações em competições locais e nacionais. Alunos do Colégio Maria Montfort, onde cursam a 1ª e a 2ª séries, respectivamente, eles residem na rua Dom Jerônimo, 651 (Otávio Bonfim), e praticam judô graças ao incentivo que recebem da família, principalmente do pai, Francisco Alexandre, bem como dos professores Sensei Bento, da Associação Judô Kan, localizada na rua José Barcelos, 175 (Parque Araxá), e Marcos Venícius (Marquinhos), do Maria Montfort.