Blog do Juracy Mendonça

Juracy Mendonça, cantor, compositor, escritor e jornalista. É editor do Jornal do Parque Araxá e Jornal O Centro, em Fortaleza. Contatos: (85) 3243-4779 / 9954-1017. E-mail: juracymendonca@gmail.com / juramendonca@hotmail.com

11.6.08

Feliz Dia dos Namorados

     A modernidade tecnológica, como se sabe, vem exercendo um papel de extrema importância para facilitar o dia-a-dia dos seres humanos. Cada vez mais chegam ao mercado carros, computadores, televisores, câmeras fotográficas, aparelhos de telefonia celular e mais uma infinidade de produtos dotados de novidades que podem colocar o mundo ao nosso alcance com um simples toque digital. Porém, infelizmente, somos forçados a reconhecer que todo esse avanço material tem contribuído também para afastar as pessoas umas das outras. Melhor explicando: as tais maquininhas estão nos levando lentamente a uma espécie de individualismo onde quase todos os contatos são feitos através de fios e teclas, em detrimento do calor humano de antigamente.
     A prova cabal do que estamos afirmando pode ser verificada, por exemplo, nos relacionamentos amorosos entre os jovens da atualidade. A história nos mostra que até bem pouco tempo atrás os namorados dedicavam mais tempo a cada etapa de conhecimento, desde o início da conquista, passando pelo namoro propriamente dito, até chegar ao noivado e ao casamento. Agora, a velocidade, a pressa para aproveitar ao máximo cada segundo está fazendo com que várias dessas etapas sejam queimadas, resultando em relações conjugais desastrosas e, por conseguinte, em filhos desajustados social e psicologicamente. Alguns leitores podem até argumentar que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas a verdade é que a falta de romantismo, flagrante na maioria dos novos casais, é uma das consequências da frieza a que estamos sendo levados pela chamada globalização, onde sentimentos como amor e paixão são considerados fora de moda. Poucos percebem, mas é daí que surge também a violência que toma conta das manchetes dos nossos principais veículos de comunicação.
     É neste contexto que gostaríamos de ressaltar a importância do Dia dos Namorados! Dizem que é apenas uma data inventada pelos “marketeiros” do comércio para alavancar as vendas, assim como o Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças etc. Porém, bem ou mal, o tradicional bombardeio feito pela mídia, sugerindo que homens e mulheres troquem presentes como forma de demonstrar a intensidade do amor que sentem por suas “cara-metades”, soa também como uma trégua para os olhos e ouvidos de quem já está se acostumando com tantas notícias ruins. O dia 12 de junho não tem mais o “glamour” de outrora, claro, mas serve como um sinal de esperança de que ainda podemos reverter o quadro que está sendo desenhado pela tecnologia moderna, onde cada ser humano deve perder sua identidade, passando a ser reconhecido apenas por números.
     Diante do exposto, e a essa altura do campeonato, só nos resta parabenizar a todos aqueles que ainda não se deixaram contagiar completamente pelos novos tempos e nem sentem vergonha em revelar o que sentem pela pessoa amada, pois, como diria o poeta, o amor continua sendo lindo e não deve morrer jamais. Feliz Dia dos Namorados!

     (Editorial de minha autoria, publicado na edição desta semana do jornal Folha do Ceará) 

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9.5.08

Do tempo em que a gente era feliz

     Recentemente, li na net um texto muito interessante, de autoria dos internautas Dejan Trifunovic e Ricardo Lyra, que mostravam-se impressionados com o fato de muitas pessoas que eram crianças ou adolescentes nos anos 60 e 70 ainda estarem vivas atualmente. Eles citaram várias coisas que eram feitas naturalmente nas referidas épocas, e que hoje são totalmente incorretas política e socialmente falando, além de atentarem contra a própria saúde:
     Os carros não tinham cintos de segurança, nem air-bag, e muito menos travas de segurança nas portas. A gente andava de bicicleta sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras. Bebíamos água de filtro de barro, da torneira, de uma mangueira ou mesmo de uma fonte. Se estudávamos pela manhã, passávamos a tarde na rua (e vice-versa) e só voltávamos para casa ao anoitecer. Nossos pais nem sabiam onde estávamos, pois não havia telefone celular. Comíamos doces, pão com manteiga e bebidas com açúcar à vontade; dividíamos refrigerantes gole a gole com irmãos, primos e amigos, e ninguém morreu por isso…
     Íamos à casa dos amigos, mesmo que eles morassem a quilômetros de distância, entrávamos sem bater e ficávamos apenas brincando de bila, triângulo, bola, jogo de botão, carrinhos de madeira, boneca, médico, anel e outros passatempos até então inocentes. As festas eram animadas por radiolas com agulhas de diamantes deslizando sobre discos de vinil, luz negra e um delicioso coquetel, apelidado de “leite de onça”. Nem sonhávamos com Playstations, Nintendo, jogos de vídeo, internet por satélite, videocassete, DVD, celular com câmera digital, computador etc.
     Realmente, Trifunovic e Lyra estão cobertos de razão. É impressionante como nós, que vivenciamos os anos 60 e 70, conseguimos sobreviver e, principalmente, desenvolver uma personalidade. Lendo essas linhas, os leitores mais novos podem até achar que nossas infâncias e adolescências foram uma chatice. Mas é aí que eles se enganam: éramos felizes, pois não precisávamos nos submeter a tantos modismos criados pelo capitalismo moderno apenas para encher as burras de grana.

criado por juracy.mendonca    12:58 — Arquivado em: Comentários

1.5.08

Feriadões no IJF

     Os dados são, simplesmente, estarrecedores. Um levantamento feito recentemente pela direção do Instituto Dr. José Frota demonstrou que no último final de semana prolongado, por conta do feriado de Tiradentes, aquela unidade hospitalar recebeu um paciente a cada quatro minutos. O plantão iniciado na manhã do sábado (19/4), com término na noite da segunda-feira (21/4), registrou 1.215 ocorrências, a maioria delas relacionadas a acidentes de trânsito, excesso no consumo de álcool e discussões por motivos fúteis. E, o que é pior, essa média pode ser apontada como normal. Ou seja, em todos os chamados “feriadões” tem muito sangue sendo derramado em Fortaleza e cidades vizinhas, com um número alarmante de vítimas fatais.

     Já tivemos oportunidade de criticar aqui, no início do ano passado, o fato de nosso calendário ser repleto de folgas federais, estaduais e municipais, além dos dias santos. Até ressaltamos que se alguém fizesse uma pesquisa bem aprofundada iria chegar à conclusão de que o Brasil é o país onde existem mais feriados no mundo! E este ponto de vista ganha mais forma quando se tem conhecimento do que está ocorrendo no IJF, que é, sem dúvida alguma, a maior referência em atendimento médico de emergência do estado, socorrendo principalmente as camadas mais humildes da população. E, nesse ínterim, vale repetir o questionamento: a quem interessa a existência de tantos feriados, se muitas vezes o trabalhador nem sabe o que está comemorando?

     A bem da verdade, continuamos defendendo que algum parlamentar deveria apresentar e/ou lutar pela aprovação de projetos que diminuíssem esse culto ao ócio e à bebedeira, que também gera prejuízos incalculáveis ao desenvolvimento da nação através da paralisação do comércio, indústria e prestadores de serviços. Mas os nossos nobres vereadores, deputados e senadores não estão nem aí! Até porque a maioria aproveita os referidos períodos para se refugiar em seus sítios, fazendas e casas de veraneio, enquanto os cidadãos comuns, revoltados com as agruras do dia-a-dia, enchem os cérebros de álcool, dirigem veículos de forma altamente perigosa e vão às “vias de fato” com parentes, amigos e inimigos diante de qualquer desavença, por mais inútil que seja. E tudo isso acontece porque, segundo as estatísticas, o ócio é danoso quando o dinheiro circula de forma escassa, como é o caso de Fortaleza, onde poucos moradores sabem aproveitar os momentos de folga para se divertir de forma sadia e segura.

     Diante do exposto, só nos resta pedir a Deus que tenha piedade de nós, pois já estamos vivenciando mais um “feriadão”, por conta do Dia do Trabalho. E, a julgar pelo que vem acontecendo ultimamente, de hoje (quinta-feira) até domingo muita gente vai “cair na gandaia” e tomar atitudes tresloucadas que, infelizmente, irão resultar em mais uma superlotação no “Frotão”. Desculpem-nos pela rudeza em algumas frases, mas elas tornaram-se imprescindíveis ao nosso objetivo de provocar a sociedade a refletir sobre o assunto. Tudo isso seria menos triste, se não fosse tão real.
     (Editorial de minha autoria publicado na edição desta semana da Folha do Ceará)

criado por juracy.mendonca    11:17 — Arquivado em: Comentários

25.4.08

Ainda tô vivo

     Alguém andou espalhando pelo Parque Araxá a informação de que estou muito mal de saúde e que, recentemente, passei dois dias hospitalizado.

     A verdade é que no dia 17 deste mês eu levei um grande susto devido ao surgimento de uma dor intensa no lado esquerdo da minha barriga, mas fui medicado no mesmo dia, graças à pronta intervenção da doutora Evana Marta, coordenadora do Posto de Saúde Santa Liduína. Não cheguei a ser hospitalizado. Estou fazendo alguns exames solicitados pelo médico, mas não voltei mais a sentir a referida dor.

     De qualquer maneira, gostaria de agradecer aos amigos que ligaram pra mim, preocupados com o meu estado de saúde. Se Deus quiser, ainda vai demorar um pouquinho para a negrada passar a noite se divertindo, contando piadas e comendo café com bolacha no meu velório.

criado por juracy.mendonca    6:57 — Arquivado em: Comentários

19.4.08

Na luta contra o mosquito

     A água, como todos sabem, é o bem maior da humanidade. Em todos os recantos do mundo, quando há prenúncio de um bom inverno, o homem renova as esperanças de continuar vivendo dignamente, tirando proveito das inúmeras oportunidades de sua utilização. Porém, no Brasil, neste ano de 2008, a chegada em abundância do precioso líquido, somada à ignorância e/ou irresponsabilidade de boa parte da sociedade, está ampliando o raio de atuação de um inimigo comum a todos nós, no caso o mosquito da dengue, resultando numa situação extremamente perigosa para milhões de brasileiros, sobretudo os moradores do Rio de Janeiro, onde o grande número de vítimas (algumas delas fatais) já é considerado um estado de epidemia.

     A presença inoportuna do mosquito entre nós gera preocupação há muito tempo. A despeito dos esforços empreendidos por órgãos ligados à saúde, nas esferas municipal, estadual e federal, a verdade é que nós, autoridades e sociedade, temos sido incompetentes para barrar o avanço da temível doença, principalmente aquela caracterizada como hemorrágica, quase sempre letal. Os governos, ao longo dos anos, têm feito um grande alarde sobre as medidas que estão sendo tomadas para proteger a população, mas, na prática, os recursos disponibilizados são insuficientes para ações de tal porte. Para piorar, ainda encontramos pessoas que simplesmente não demonstram o menor apreço por suas vidas, e muito menos dos parentes e vizinhos, e por isso negam-se a colaborar para evitar a proliferação do mosquito, o que é deverasmente lamentável.

     O resultado de tudo isso está aí. A dengue, que já vinha matando brasileiros em pequena escala, agora multiplicou-se quase infinitamente em tamanho. O povo carioca, aflito, está sendo o alvo das atenções de todo o país, devido ao número cada vez maior de casos registrados, tanto que médicos e enfermeiros de vários estados já se deslocaram para lá, a fim de socorrer as vítimas e conter o poder de destruição do mosquito. O mais agravante, no entanto, é que esse inimigo fortuito está agindo ferozmente também em diversas cidades brasileiras. Aqui mesmo, em Fortaleza e municípios interioranos, temos conhecimento do falecimento de pessoas, enquanto outras, em massa, procuram hospitais e postos de saúde apresentando sintomas da doença.

     O caso é sério e está a exigir a participação de todos nós. Sem exagero, estamos praticamente entrando numa guerra. Cada cearense, não importa se é criança, jovem ou adulto, deve tomar para si a iniciativa de fazer o que estiver o ao seu alcance para combater o tal mosquito. Seja um fiscal da vida. Em casa, na escola, no trabalho ou em qualquer lugar onde esteja, você pode detectar possíveis focos. Se não puder eliminá-los, denuncie na imprensa ou comunique diretamente aos órgãos encarregados da saúde pública. Apesar de parecer frágil, o inimigo é bastante poderoso. E se ficarmos de braços cruzados, cedo ou tarde, ele estará batendo em nossas portas. Aí, infelizmente, pode ser tarde demais para tomarmos outra atitude.

(Editorial de minha autoria, publicado no jornal Folha do Ceará) 

criado por juracy.mendonca    16:40 — Arquivado em: Comentários

25.3.08

Evangélicos melindrosos

     A polêmica ganhou o país inteiro! Nos últimos dias, notadamente nos meios religiosos, o centro das discussões tem sido a enxurrada de protestos formulados por representantes de igrejas evangélicas contra as atitudes tresloucadas de uma personagem da novela “Duas Caras”, da Rede Globo de Televisão, que, com a Bíblia na mão, incitou seus vizinhos a tocarem fogo em móveis e espancarem três moradores que, na trama, formam um triângulo amoroso. Tudo isso significa, acima de tudo, mais um capítulo da guerra silenciosa (às vezes, nem tanto) que vem sendo travada há vários anos entre fanáticos ligados às diversas correntes religiosas que grassam por aí afora, e que fica ainda mais acirrada quando uma das partes se sente agredida em suas crenças e valores, pouco se importando em confundir realidade com ficção.

     Sem querer tomar partido por essa ou aquela igreja, a verdade é que, no Brasil, as comunidades que se denominam de evangélicas estão crescendo de forma vertiginosa. Isso decorre, quase sempre, do desespero que toma conta de determinadas pessoas face à precariedade social e econômica em que vivem. É indiscutível que todas elas podem buscar conforto espiritual de acordo com o que acreditam. Isso é um direito assegurado pela atual Constituição. Lamentável é que muitas vezes a ansiedade pela salvação as levem a cair na lábia de espertalhões que prometem mundos e fundos e usam os dízimos para o enriquecimento pessoal e construção de verdadeiros impérios de comunicação com objetivo de impregnar mais e mais consciências, enquanto a maioria esmagadora dos fiéis continua vivendo da esperança de um dia alcançar o reino de Deus.

     Outro problema é que as comunidades evangélicas vêm ficando cada vez mais melindrosas. Até parece que os dirigentes estão incutindo nas mentes dos “rebanhos” que eles pertencem a outro mundo e, portanto, não possuem defeitos, não podem ser questionados. Por essa linha de raciocínio, consideram simplesmente normal um programa ou novela televisiva apresentar crimes ou pecados cometidos por católicos, espíritas, budistas, umbandistas ou adeptos de outros credos. Agora, se, por acaso, o protagonista for caracterizado como evangélico, a coisa muda de figura. Algumas dessas igrejas já criaram até uma nova modalidade de reação, no caso a incitação para que os seguidores, de forma orquestrada, movam processos jurídicos contra quem ousar contestar seus métodos.

     Antes de tomar atitudes deste tipo, os pastores estão na obrigação de saber separar o joio do trigo. Ou seja, ter discernimento para entender e explicar nos cultos que os autores de trabalhos baseados em ficção têm liberdade para criar enredos e personagens sem se importar em atingir este ou aquele segmento social. Ademais, quando querem passar para a mídia a condições de impuros, os evangélicos vão de encontro à celebre frase pronunciada por Jesus Cristo no episódio em que o povo queria linchar Madalena: “Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra.”

(Editorial de minha autoria publicado no jornal Folha do Ceará) 

criado por juracy.mendonca    18:02 — Arquivado em: Comentários

20.3.08

Subserviência e bajulação

     A vinda do Corinthians à Fortaleza na quarta-feira passada, para disputar uma partida pela Copa do Brasil, transformou-se em mais um decepcionante espetáculo de subserviência e bajulação do povo nordestino aos sulistas. Foi deverasmente lamentável o comportamento de determinadas autoridades, jornalistas e torcedores locais, curvando-se em demasia a pessoas que fazem de conta que o futebol cearense não existe.
     A subserviência começou pela administração do Castelão, que se negou a ceder o campo para o Fortaleza treinar, mas não teve coragem de tomar a mesma atitude em relação ao clube paulista. Depois, permitiu que cearenses alienados, que foram ao Castelão mostrar seu provincianismo aos forasteiros, pagassem apenas R$ 15,00 para ficar nas cadeiras inferiores, enquanto torcedores tricolores tiveram que desembolsar R$ 30,00 para assistir ao jogo no referido setor.
     O pior foi durante o jogo, onde o juiz e os bandeirinhas, também nordestinos (Rio Grande do Norte), prejudicaram o Fortaleza do início ao fim, invertendo faltas e ignorando lances capitais que poderiam influir no resultado, inclusive deixando de marcar dois pênaltis no mínimo duvidosos. Alguns jornalistas da própria imprensa de São Paulo reconheceram os erros da arbitragem. E no dia seguinte, o que vimos: nenhum jornal ou emissora de rádio e televisão cearense teve a dignidade de mostrar ou comentar o assunto, talvez com receio de desagradar aos paulistas que moram ou estão de passagem pela cidade.
     Tenho certeza de que, lendo essas linhas, algumas pessoas vão dizer que isso é choro de perdedor. Mas eu, independente de torcer pelo Fortaleza, sou extremamente bairrista. Deve ser por isso que jamais aceitei bater palmas e arreganhar os dentes para quem faz de conta que não existo. Portanto, se alguém quiser vestir a carapuça, achando que estou errado, pode ficar à vontade.

criado por juracy.mendonca    18:25 — Arquivado em: Comentários

11.2.08

Roleta russa no Carnaval

     Uma verdadeira carnificina, tão estarrecedora que nos remete às catástrofes registradas em países que vivem constantemente em guerra. É assim que podemos avaliar o Carnaval deste ano no Brasil, e particularmente no Ceará, quando nos debruçamos sobre a quantidade de pessoas que morreram durante o referido período.
     Os números estão aí, frios e implacáveis: quase uma centena de corpos necropsiados nos IMLs – Institutos de Medicina Legal e uma quantidade maior ainda de feridos dando entrada nos hospitais públicos e particulares. Nesse quadro negro destacam-se a imprudência de motoristas nas estradas, causada quase sempre pelo consumo exagerado de bebidas alcoólicas; além de crimes cometidos com armas de fogo, por motivos fúteis, banais. Constatamos, assim, num misto de decepção e indignação, que a vida vem sendo cada vez menos valorizada e que, por isso mesmo, ignoramos os constantes apelos das autoridades e meios de comunicação para evitar os excessos nas brincadeiras.
     O Carnaval, como todo mundo sabe, é visto pela maioria dos brasileiros como ocasião propícia para se divertir a valer. Muitos deles, sobretudo os jovens, aproveitam também para extravasar as mágoas do dia-a-dia, e chegam até a usar fantasias e comportamentos sinalizando o que gostariam de ser na vida real. Essas e outras atitudes, claro, podem ser apontadas como saudáveis, quando praticadas com bom senso e responsabilidade. Porém, o que temos visto ultimamente é que eles caem na folia como se o mundo fosse acabar na terça-feira. E saem por aí, procurando o perigo e colocando numa espécie de “roleta russa” não somente suas vidas, mas também de quem estiver por perto. E o detalhe mais intrigante, e emblemático: em quase todos os casos de violência, temos a presença nefasta do álcool e outras drogas não menos degradantes para o caráter humano.
     O pior de tudo é que, a curto prazo, não temos para quem apelar. Essa idiotice, sem dúvida, é decorrente de uma falta de educação que necessita de muitos e muitos anos para ser extirpada. Até lá, só nos resta continuar lamentando que tantas vidas preciosas sejam ceifadas.

criado por juracy.mendonca    9:50 — Arquivado em: Comentários

27.12.07

Saudade da loira

     Estou há poucos dias em São Luís e já sinto uma tremenda saudade de Fortaleza, a minha "loira desposada do sol". Aliás, a prefeita Luizianne Lins devia dar uma volta por aqui pra ver como é que se vive, realmente, numa cidade bela. São Luís tem uma malha viária quase impecável, sem buracos, e suas ruas e avenidas estão permanentemente limpas (pelo menos nos lugares onde passei, né?). Como seria bom se Fortaleza também fosse bem cuidada. Com certeza, teríamos mais prazer em exaltar suas belezas.

   

Eu, Marinete e meu cunhado Gasparzinho tomando uma "gelada" na Praia do Calhau

   

Com a nossa sobrinha Adrielly, na Praça dos Poetas

Conhecendo a Casa do Maranhão, no Centro Histórico

Marinete, gaiata como sempre, pegando nas "vergonhas" do índio

criado por juracy.mendonca    21:07 — Arquivado em: Comentários

30.11.07

Nota de pesar

     Registro, com enorme pesar, o falecimento prematuro de um grande amigo, no caso o jovem Régis Marinho Filho, que residia na Rua Carvalho Mota, 62, e chegou a trabalhar comigo no Jornal do Parque Araxá. Reginho era um cara legal, espalhou muitas amizades, principalmente porque durante um longo tempo integrou o grupo de jovens JRC, da Paróquia dos Remédios, e foi moderador de várias comunidades na internet relacionadas ao Fortaleza, clube pelo qual torcia fervorosamente, sendo, inclusive, um dos fundadores da torcida organizada Leões do Orkut. Não foi por acaso, portanto, que o velório, ocorrido no Salão Paroquial São José, no Parque Araxá, contou com a presença de dezenas de parentes e amigos. Meu abraço de condolências à família enlutada, principalmente aos seus pais, Régis e Valdete, à esposa Ivana, ao irmão Robson e aos filhos Natanael e Nathália.

      Que Deus o acolha num bom lugar.

criado por juracy.mendonca    17:24 — Arquivado em: Comentários

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